
Prometi a mim mesma que não ia entrar numas de fazer retrospectiva de final de ano, no entanto aqui estou, me negando na mesma frase pelo menos duas vezes.
O inconsciente coletivo, a mensagem subliminar que nos passam a cada final de ciclo do calendário gregoriano, nos imputa a mesma dúvida de sempre: "o ano acabou, e o que você realizou"? "Quais são as suas metas para o ano seguinte"...
Eu juro que queria seguir a minha teoria: volta e meia você precisa avaliar os seus ciclos pessoais e se questionar sobre metas e realizações, não necessariamente esperar o fim do ano para fazer isto... Confesso, que sou um pouco "maria-vai-com-as-outras". Cá estou, as 07:16 do último dia do ano de 2011 fazendo a minha reflexão...
2011 definitiamente não foi um bom ano para mim. Algumas decisões importantes foram tomadas, profissionalmente bagunçou um pouco, separações, discussões...
Vamos lá, minha retrospectiva pessoal: como em quase todos os anos, minha virada de ano foi marcada por um momento de tristeza. Não sei bem o porquê, sempre me sinto só neste período. Sinto falta da família (meus pais, irmãos), sinto saudades da infância e choro... No ano passado não foi diferente, a não ser pelo fato de que quem estava comigo, nunca percebeu este momento em outros anos e foi extremamente incompreensivo. Eu sei que ninguém é obrigado a se compadecer de nada, mas um pouco de sensibilidade não mata ninguém. Resultado: me senti ainda mais sozinha. Sozinha em uma multidão. Como reza a lenda, da forma como vc encerra o ano, é a forma que ele vai tomar ao longo dos próximos 365 dias... Se é lenda ou não, só sei que foi assim... a sensação de vazio me acompanhou desde então.
No trabalho, mudanças no quadro gerencial me desgastaram, sobrecarregaram, ensinaram e cansaram... ainda estou aparando as arestas deste período de turbulência.
Na vida pessoal, rompi com o pai do meu filho, sai de casa e voltei para a casa da minha mãe. O que era para ser uma estada de apenas 01 semana, já tem quase 01 mês tudo por conta de uma assinatura de contrato... paciência. Mais uma vez estou longe do Lucas, com a diferença que só o vejo a cada 15 dias, quando estou com o final de semana livre. Dóiiiiiii...
Como nem só de agruras vive o homem, em 2011 reencontrei alguns importantes amigos, retomei algunas contatos e recomei o processo de tomar conta de mim mesma e pensar em mim...
Para 2012 eu me desejo: a concretização de estar num canto meu, sucesso profissional, saúde, qualidade de vida, mais tempo com Lucas, conhecer novas pessoas, novos lugares, reconquistar meu espaço no meu emprego, aprender a dirigir, fortalecer as amizades já existentes, criar laços (comigo mesma principalmente).
Em 2012, eu vejo um novo começo, mais feliz, mais sereno, maduro e de grandes conquistas... Neste exato momento eu decidi: EU SOU FELIZ! Deixa a tristeza pra lá!
Quem já partiu deste plano, não volta aqui na mesma pessoa; relações começam e terminam a todo instante, até o dia em qe você encontra aquela pessoa que está disposta a cuidar de você, você cuidar dela e ambos estarem disponíveis e querendo aceitar este cuidado; amor de mãe é incondicional, se as amizades persistem com o tempo e a distância, a cumplicidade de mãe e filho é eterna e resiste a uma ausência curta. Saudade não mata, envelhece! O tempo não para e nem volta atrás. A cada ciclo de 24 horas, você sempre tem a chance de fazer o melhor por você e para os outros... Esta é a lição que levo para 2012, o meu compromisso é alcançar as minhas metas!
