Muito provavelmente, este será meu último post do ano de 2008. Planejei escrever algo bem elaborado, uma mensagem bacana, dando inclusive dicas para o ano de 2009 que será regido pelo Sol.
Não encontrei absolutamente nada de interessante na internet! Apenas "mais do mesmo", algumas simpatias (a maioria delas para conseguir um grande amor e dinheiro), dicas de festas e mais festas e só! Affffffffff...confesso que perdi a paciência para determinados "assuntos".
Escreverei então intuitivamente, me perdoe você leitor caso discorde das minhas palavras, e mais ainda se escrever alguma asneira...
A verdade é que dentro da minha religião, cultuo deuses. O casal divino rege a minha vida! Minhas orações são sempre aos dois: a Deusa e ao seu Consorte.
Acredito que os Deuses têm várias faces, assim como vários são os teus nomes, de forma que, simplificando e passando a miúdos, resumirei (não de forma desrespeitosa nem tampouco menosprezando o poder Deles) meus deuses às figuras do Deus Sol e a Grande Mãe, a Lua.
A Lua por si já diz tudo: é a Grande Mãe! Aquela que dá a vida...
Já o Sol, o seu consorte, morre no inverno, se transforma em grão e renasce, nos aquece, alimenta o seu povo, enche os nossos corações de alegria!
Então, em 2009 cante, dance, viva intensamente! Se delicie com o sabor das paixões, aproveite a criatividade que vai estar aflorada neste período, conquiste e reconquiste a pessoa amada a cada dia, semeei sementes de paz, amor e pode deixar que o Deus Sol cuidará para que floresça a properidade...
A todos, um excelenete Ano Novo!
segunda-feira, dezembro 29, 2008
terça-feira, dezembro 16, 2008
Mais uma benção...
"Que haja sempre um trabalho para que suas mãos façam
Que sua bolsa sempre contenha uma moeda ou duas
Que o Sol sempre brilhe pelo vidro da sua janela
Que um arco-íris apareça sempre após cada chuva
Que a mão de um amigo esteja sempre perto de ti
Que os Deuses encham teu coração com alegria para animar-te"
Bênção Irlandesa
fonte: http://bosquesagrado.org/malhado/labels/Bencaos.htm
Que sua bolsa sempre contenha uma moeda ou duas
Que o Sol sempre brilhe pelo vidro da sua janela
Que um arco-íris apareça sempre após cada chuva
Que a mão de um amigo esteja sempre perto de ti
Que os Deuses encham teu coração com alegria para animar-te"
Bênção Irlandesa
fonte: http://bosquesagrado.org/malhado/labels/Bencaos.htm
Uma benção para ti...
Que os Deuses te dêem...
Para cada tempestade, um arco-íris
Para cada lágrima, um sorriso
Para cada cuidado, uma promessa
E uma benção para cada provação.
Que para cada problema o Universo te traga alguém fiel com quem dividi-lo.
Para cada olhar, uma doce canção
E uma resposta para cada oração...
Uma benção adaptada... descobri estas mensagens através de canecas numa loja do shopping. Não resisti, copiei, adaptei e colei! :)
Para cada tempestade, um arco-íris
Para cada lágrima, um sorriso
Para cada cuidado, uma promessa
E uma benção para cada provação.
Que para cada problema o Universo te traga alguém fiel com quem dividi-lo.
Para cada olhar, uma doce canção
E uma resposta para cada oração...
Uma benção adaptada... descobri estas mensagens através de canecas numa loja do shopping. Não resisti, copiei, adaptei e colei! :)
quinta-feira, dezembro 04, 2008
A Lenda de Oyá

Senhora da Tarde, Dona dos Espíritos. Senhora dos Raios e das Tempestades. Oyá, mais conhecida no Brasil como Yansã, foi uma princesa real na cidade de Irá, na Nigéria em 1450a.C.. Sobrinha-neta do rei Elempe e neta de Torossi(mãe de Xangô), conquistou com valentia, coragem e dedicação seu caminho para o trono de Oyó. Conhecedora de todos os meandros da magia encantada, nunca se deixou abater por guerras, problemas e disputas.
Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo.
Oyá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos). Na Bahia é sincretizada com Santa Bárbara.
Divindade ctoniana, Iansã tem ligações com o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos, sendo o único orixá capaz de enfrentar os eguns. Entre as dezessete individuações da multifária Iansã, uma delas é como Deusa dos Cemitérios.
Além do contato com os mortos, Iansã também favorece a fecundidade, atributo inerente aos deuses ctonianos. Deusa das tempestades, contribui para a fertilidade do solo. Divindade eólica, sopram os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias.
IANSÃ- DONA DO TETO OIÁ-IANSÃ Oiá é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò-Oya . Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso. Conta uma lenda que Xangô enviou-a em missão na terra dos baribas, a fim de buscar um preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz. Oiá, desobedecendo às instruções do esposo, experimentou esse preparado, tornando-se também capaz de cuspir fogo, para grande desgosto de Xangô, que desejava guardar só para si esse terrível poder. Oiá foi ao entanto, a única das mulheres de Xangô que, ao final do seu reinado, segui-o na sua fuga parta Tapá. E, quando Xangô recolheu-se para debaixo da terra, em Kossô ela fez o mesmo em Irá.
Antes de se tornar mulher de Xangô, Oiá tinha vivido com Ogum. A aparência do deus do ferro e dos ferreiros causou-lhe menos efeito que a elegância o garbo e o brilho do deus do trovão. Ela fugiu com Xangô, e Ogum, enfurecido, resolveu enfrentar seu rival; mas este último foi à procura de Olodumaré, o deus supremo, para lhe confessar que havia ofendido a Ogum. Olodumaré interveio junto ao amante traído e recomendou-lhe que perdoasse a afronta. E explicou-lhe: "Você, Ogum, é mais velho do que Xangô! Se, como mais velho, deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô e aos dos outros orixás, você não deve se aborrecer nem brigar: deve renunciar a Oiá sem recriminações". Mas Ogum não foi sensível a esse apelo, dirigido aos sentimentos de indulgência. Não se resignou tão calmamente assim, lançou-se à perseguição dos fugitivos e, trocou golpes de varas mágicas com a mulher infiel, que foi, então, dividida em nove partes. Este número 09, ligado a Oiá, está na origem de seu nome Iansã.
Existe uma lenda conhecida na África e no Brasil, que explica de que maneiras os chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual do culto de Oià-Iansã:
"Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direção. Preparava-se para matá-lo quando o animal, parando subitamente, retirou a sua pele. Uma linda mulher apareceu diante de seus olhos. Era Oiá-Iansã. Ela escondeu a pele num formigueiro e dirigiu-se ao mercado da cidade vizinha. Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de um depósito de milho, ao lado de sua casa, indo, em seguida, ao mercado fazer a corte à mulher-búfalo. Ele chegou a pedi-la em casamento, mas Oiá recusou inicialmente. Entretanto, ela acabou aceitando, quando de volta a floresta, não mais achou a sua pele. Oiá recomendou ao caçador a não contar a ninguém que, na realidade, ela era um animal. Viveram bem durante alguns anos. Ela teve nove crianças, o que provocou o ciúme das outras esposas de Ogum. Estas, porém, conseguiram descobrir o segredo da aparição da nova a mulher. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar: 'Máa je, máa mu, àwo re nbe nínú àká', 'Você pode beber e comer ( e exibir sua beleza), mas a sua pele está no depósito (você é um animal)'. Oiá compreendeu a alusão; encontrando a sua pele, vestiu-a e, voltando à forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Em seguida, deixou os seus chifres com os filhos, dizendo: 'Em caso de necessidade, batam um contra o outro, e eu virei imediatamente em vosso socorro.' É por essa razão que chifres de búfalo são sempre colocados nos locais consagrados a Oiá-Iansã."
Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo.
Oyá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos). Na Bahia é sincretizada com Santa Bárbara.
Divindade ctoniana, Iansã tem ligações com o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos, sendo o único orixá capaz de enfrentar os eguns. Entre as dezessete individuações da multifária Iansã, uma delas é como Deusa dos Cemitérios.
Além do contato com os mortos, Iansã também favorece a fecundidade, atributo inerente aos deuses ctonianos. Deusa das tempestades, contribui para a fertilidade do solo. Divindade eólica, sopram os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias.
IANSÃ- DONA DO TETO OIÁ-IANSÃ Oiá é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò-Oya . Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso. Conta uma lenda que Xangô enviou-a em missão na terra dos baribas, a fim de buscar um preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz. Oiá, desobedecendo às instruções do esposo, experimentou esse preparado, tornando-se também capaz de cuspir fogo, para grande desgosto de Xangô, que desejava guardar só para si esse terrível poder. Oiá foi ao entanto, a única das mulheres de Xangô que, ao final do seu reinado, segui-o na sua fuga parta Tapá. E, quando Xangô recolheu-se para debaixo da terra, em Kossô ela fez o mesmo em Irá.
Antes de se tornar mulher de Xangô, Oiá tinha vivido com Ogum. A aparência do deus do ferro e dos ferreiros causou-lhe menos efeito que a elegância o garbo e o brilho do deus do trovão. Ela fugiu com Xangô, e Ogum, enfurecido, resolveu enfrentar seu rival; mas este último foi à procura de Olodumaré, o deus supremo, para lhe confessar que havia ofendido a Ogum. Olodumaré interveio junto ao amante traído e recomendou-lhe que perdoasse a afronta. E explicou-lhe: "Você, Ogum, é mais velho do que Xangô! Se, como mais velho, deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô e aos dos outros orixás, você não deve se aborrecer nem brigar: deve renunciar a Oiá sem recriminações". Mas Ogum não foi sensível a esse apelo, dirigido aos sentimentos de indulgência. Não se resignou tão calmamente assim, lançou-se à perseguição dos fugitivos e, trocou golpes de varas mágicas com a mulher infiel, que foi, então, dividida em nove partes. Este número 09, ligado a Oiá, está na origem de seu nome Iansã.
Existe uma lenda conhecida na África e no Brasil, que explica de que maneiras os chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual do culto de Oià-Iansã:
"Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direção. Preparava-se para matá-lo quando o animal, parando subitamente, retirou a sua pele. Uma linda mulher apareceu diante de seus olhos. Era Oiá-Iansã. Ela escondeu a pele num formigueiro e dirigiu-se ao mercado da cidade vizinha. Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de um depósito de milho, ao lado de sua casa, indo, em seguida, ao mercado fazer a corte à mulher-búfalo. Ele chegou a pedi-la em casamento, mas Oiá recusou inicialmente. Entretanto, ela acabou aceitando, quando de volta a floresta, não mais achou a sua pele. Oiá recomendou ao caçador a não contar a ninguém que, na realidade, ela era um animal. Viveram bem durante alguns anos. Ela teve nove crianças, o que provocou o ciúme das outras esposas de Ogum. Estas, porém, conseguiram descobrir o segredo da aparição da nova a mulher. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar: 'Máa je, máa mu, àwo re nbe nínú àká', 'Você pode beber e comer ( e exibir sua beleza), mas a sua pele está no depósito (você é um animal)'. Oiá compreendeu a alusão; encontrando a sua pele, vestiu-a e, voltando à forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Em seguida, deixou os seus chifres com os filhos, dizendo: 'Em caso de necessidade, batam um contra o outro, e eu virei imediatamente em vosso socorro.' É por essa razão que chifres de búfalo são sempre colocados nos locais consagrados a Oiá-Iansã."
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