terça-feira, maio 13, 2008

"Quando a boca cala, o corpo fala. Quando a boca fala, o corpo sara"

Sou adepta ao diálogo, que muitas vezes pode se transformar em monólogo. Mas sempre fui adepta a toda e qualquer forma de expressão que pudesse exteriorizar o que estou sentindo.Ontem fui ao psiquiatra, me senti um ET! Normal, estou em busca de tratamento, mas como toda pessoa que necessita de ajuda, nunca acho que o problema é tão sério quanto de fato é.Enfim, me senti estranha naquele local, onde a sala estava habitada por mais 10 pessoas, e destas 10, apenas duas, no máximo três, transpunham na sua fisionomia qualquer traço de "normalidade". Assustei!Assustei mais ainda quando entrei na sala do médico...o cara tinha uns tiques nervosos e durante a consulta ficou calado e de olhos fechados (????). Relatei o meu problema, ao qual ele ouviu atentamente e depois me receitou um coquetel de "bolinhas", mas assombro ainda... Tenho uma resistência incrível a fazer uso de medicações alopatas. Mas meu respeito pelo cidadão cresceu, ao perceber que no fundo ele é uma pessoa de bom coração e espírito (apesar que nestas horas prefiro que ele seja mesmo bom médico). Bom, mas isto quase nada tem a ver com título desta postagem.Durante as quase três longas horas de espera, me pegeui lendo os trocentos exemplares de Caras (blergh!) disponíveis no escaninho, até que chegou às minhas mãos um exemplar da revista Bons Fluídos do mês anterior. Uma edição especial, comemorativa aos oito anos de revista.A reportagem que mais me chamou atenção foi sobre o ato de escrever. Um psicólogo, que não recordo o nome, fez a citação que deu origem ao título deste post, uma escritora (que tb não lembro o nome, afff!) considerou o ato de escrever como mágico.De fato é, Buckland, em seu livro O Livro completo da Bruxaria, ed Gaia, afirma que a forma mais antiga de se praticar a magia é a escrita. Considerada pelos ocultista como magia simpática, as palavras não somente ditas, como escritas, têm poder de transformar a atmosfera ao seu redor, conforme a intensidade de energia empregada.Quantas pessoas no início do ano escreve ou cita aos quatro ventos a sua meta para o ano vindouro? Confesso que sou uma delas.O fato é que as palavras realmente têm poder. Uma palavra solta ao vento pode construir um mundo melhor, ou desfazer castelos.Este meu hábito de escrever começou muito cedo, tudo o que não podia falar aos outros, escrevia. Até que um belo dia escrevi o que queria da minha vida! Aos 15 anos, escrvei as minhas metas para o futuro. O que incluia uma graduação, bom emprego, família, filho... Me surpreendi quando, anos mais tarde (quase 15) reencontrei a agenda onde escrevi estes planos... Não é que as coisas aconteceram de acordo com o planejado? (salvo pequenas excessões). Eu nunca perdi a mania de escrever os meus objetivos, e intensifiquei quando percebi que isto dá resultados.Hoje, só quero uma coisa: me curar para poder oferecer àqueles que amo o melhor de mim.Não abandonarei o hábito de falar, seja através das escrita ou verbalmente, pois "quando a boca cala, o corpo fala. Quando a boca fala, o corpo sara"...

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