segunda-feira, dezembro 29, 2008

2009 - O ano do Sol

Muito provavelmente, este será meu último post do ano de 2008. Planejei escrever algo bem elaborado, uma mensagem bacana, dando inclusive dicas para o ano de 2009 que será regido pelo Sol.

Não encontrei absolutamente nada de interessante na internet! Apenas "mais do mesmo", algumas simpatias (a maioria delas para conseguir um grande amor e dinheiro), dicas de festas e mais festas e só! Affffffffff...confesso que perdi a paciência para determinados "assuntos".

Escreverei então intuitivamente, me perdoe você leitor caso discorde das minhas palavras, e mais ainda se escrever alguma asneira...

A verdade é que dentro da minha religião, cultuo deuses. O casal divino rege a minha vida! Minhas orações são sempre aos dois: a Deusa e ao seu Consorte.

Acredito que os Deuses têm várias faces, assim como vários são os teus nomes, de forma que, simplificando e passando a miúdos, resumirei (não de forma desrespeitosa nem tampouco menosprezando o poder Deles) meus deuses às figuras do Deus Sol e a Grande Mãe, a Lua.

A Lua por si já diz tudo: é a Grande Mãe! Aquela que dá a vida...

Já o Sol, o seu consorte, morre no inverno, se transforma em grão e renasce, nos aquece, alimenta o seu povo, enche os nossos corações de alegria!

Então, em 2009 cante, dance, viva intensamente! Se delicie com o sabor das paixões, aproveite a criatividade que vai estar aflorada neste período, conquiste e reconquiste a pessoa amada a cada dia, semeei sementes de paz, amor e pode deixar que o Deus Sol cuidará para que floresça a properidade...

A todos, um excelenete Ano Novo!

terça-feira, dezembro 16, 2008

Mais uma benção...

"Que haja sempre um trabalho para que suas mãos façam
Que sua bolsa sempre contenha uma moeda ou duas
Que o Sol sempre brilhe pelo vidro da sua janela
Que um arco-íris apareça sempre após cada chuva
Que a mão de um amigo esteja sempre perto de ti
Que os Deuses encham teu coração com alegria para animar-te"

Bênção Irlandesa


fonte: http://bosquesagrado.org/malhado/labels/Bencaos.htm

Uma benção para ti...

Que os Deuses te dêem...

Para cada tempestade, um arco-íris
Para cada lágrima, um sorriso
Para cada cuidado, uma promessa
E uma benção para cada provação.
Que para cada problema o Universo te traga alguém fiel com quem dividi-lo.
Para cada olhar, uma doce canção
E uma resposta para cada oração...

Uma benção adaptada... descobri estas mensagens através de canecas numa loja do shopping. Não resisti, copiei, adaptei e colei! :)

quinta-feira, dezembro 04, 2008

A Lenda de Oyá


Senhora da Tarde, Dona dos Espíritos. Senhora dos Raios e das Tempestades. Oyá, mais conhecida no Brasil como Yansã, foi uma princesa real na cidade de Irá, na Nigéria em 1450a.C.. Sobrinha-neta do rei Elempe e neta de Torossi(mãe de Xangô), conquistou com valentia, coragem e dedicação seu caminho para o trono de Oyó. Conhecedora de todos os meandros da magia encantada, nunca se deixou abater por guerras, problemas e disputas.
Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo.
Oyá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos). Na Bahia é sincretizada com Santa Bárbara.
Divindade ctoniana, Iansã tem ligações com o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos, sendo o único orixá capaz de enfrentar os eguns. Entre as dezessete individuações da multifária Iansã, uma delas é como Deusa dos Cemitérios.
Além do contato com os mortos, Iansã também favorece a fecundidade, atributo inerente aos deuses ctonianos. Deusa das tempestades, contribui para a fertilidade do solo. Divindade eólica, sopram os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias.
IANSÃ- DONA DO TETO OIÁ-IANSÃ Oiá é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò-Oya . Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso. Conta uma lenda que Xangô enviou-a em missão na terra dos baribas, a fim de buscar um preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz. Oiá, desobedecendo às instruções do esposo, experimentou esse preparado, tornando-se também capaz de cuspir fogo, para grande desgosto de Xangô, que desejava guardar só para si esse terrível poder. Oiá foi ao entanto, a única das mulheres de Xangô que, ao final do seu reinado, segui-o na sua fuga parta Tapá. E, quando Xangô recolheu-se para debaixo da terra, em Kossô ela fez o mesmo em Irá.
Antes de se tornar mulher de Xangô, Oiá tinha vivido com Ogum. A aparência do deus do ferro e dos ferreiros causou-lhe menos efeito que a elegância o garbo e o brilho do deus do trovão. Ela fugiu com Xangô, e Ogum, enfurecido, resolveu enfrentar seu rival; mas este último foi à procura de Olodumaré, o deus supremo, para lhe confessar que havia ofendido a Ogum. Olodumaré interveio junto ao amante traído e recomendou-lhe que perdoasse a afronta. E explicou-lhe: "Você, Ogum, é mais velho do que Xangô! Se, como mais velho, deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô e aos dos outros orixás, você não deve se aborrecer nem brigar: deve renunciar a Oiá sem recriminações". Mas Ogum não foi sensível a esse apelo, dirigido aos sentimentos de indulgência. Não se resignou tão calmamente assim, lançou-se à perseguição dos fugitivos e, trocou golpes de varas mágicas com a mulher infiel, que foi, então, dividida em nove partes. Este número 09, ligado a Oiá, está na origem de seu nome Iansã.
Existe uma lenda conhecida na África e no Brasil, que explica de que maneiras os chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual do culto de Oià-Iansã:
"Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direção. Preparava-se para matá-lo quando o animal, parando subitamente, retirou a sua pele. Uma linda mulher apareceu diante de seus olhos. Era Oiá-Iansã. Ela escondeu a pele num formigueiro e dirigiu-se ao mercado da cidade vizinha. Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de um depósito de milho, ao lado de sua casa, indo, em seguida, ao mercado fazer a corte à mulher-búfalo. Ele chegou a pedi-la em casamento, mas Oiá recusou inicialmente. Entretanto, ela acabou aceitando, quando de volta a floresta, não mais achou a sua pele. Oiá recomendou ao caçador a não contar a ninguém que, na realidade, ela era um animal. Viveram bem durante alguns anos. Ela teve nove crianças, o que provocou o ciúme das outras esposas de Ogum. Estas, porém, conseguiram descobrir o segredo da aparição da nova a mulher. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar: 'Máa je, máa mu, àwo re nbe nínú àká', 'Você pode beber e comer ( e exibir sua beleza), mas a sua pele está no depósito (você é um animal)'. Oiá compreendeu a alusão; encontrando a sua pele, vestiu-a e, voltando à forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Em seguida, deixou os seus chifres com os filhos, dizendo: 'Em caso de necessidade, batam um contra o outro, e eu virei imediatamente em vosso socorro.' É por essa razão que chifres de búfalo são sempre colocados nos locais consagrados a Oiá-Iansã."


domingo, junho 29, 2008

Devaneios, quase todos desconexos...

Bom quando os nossos anseios são atendidos, melhor ainda quando conseguimos alcançar a nossa meta concomitante com o resgate da nossa essência...
Há aprx. dois anos, um amigo meu elogiou muito a minha "essência". Bom, seria me gabar inutilmente repetindo aqui todas as palavras proferidas por ele, mas fato é, ainda não sei me definir, mas sei que estou de volta ao meu (re) encontro...
Há um ano e meio atrás me perdi em meio a tantos processos, deixei de ser eu mesma para viver em nome de uma única pessoa, julgando aquilo como amor. De fato, é amor, um grande amor, do qual não abro mão, mas para viver (erroneamente) este amor, abri mão de um amor bem maior: o amor por mim! Me subjulguei, me coloquei à margem dos desejos e manias alheias, me anulei...o que ganhei? Nada...aliás, ganhei uma depressão FDP, um coquetel molotov de bolinhas e quase perdi a minha sanidade...
Se bem , pensando muito bem, ganhei tantas outras coisas (paradoxos)... resgatei minha auto-estima, a confiança em mim mesma, descobri, mesmo que através do olhos do outro, que uma mudança de padrão seria mais que válida e me traria grandes benefícios ( o que me faz lembrar o post de agradecimento).
Hoje estou bem, estou feliz, com uma mudança contínua de comportamento. Mas há coisas que não mudam, a fé e a esperança de que dias melhores virão não mudará jamais! A esperança de ver o outro, que tanto me ensinou, enxergar e seguir seus próprios ensinamentos tb não se perderá...
Enfim, "casa de ferreiro, espeto de pau"...rsss

quarta-feira, junho 18, 2008

"Stop! In the name of love..."

Pára tudo em nome do amor!!! Seria justo mesmo? Seria delicioso se o mundo parasse de girar para que os amantes pudessem se entregar, sem medos, preconceitos, receios...
Seria tão bom se as perspectivas deixassem de existir e as pessoas tão somente, pura e simplesmente, se entregassem umas as outras. Seria perfeito se sentimentos contraditórios não encontrassem "vez" num coração que diz estar amando...
Ai, ai... Seria, seria, seria...
Tudo Seria tão bom, se os nossos mais íntimos anseios fossem atendidos... ou não!
Ah, dúvida cruel!!!

quinta-feira, junho 12, 2008

Um agradecimento!


Seguindo o conselho da minha psicanalista, hoje falo tudo que me dá vontade...rss Claro que com as mudanças já citadas no post anterior, as coisas estão bem melhores de dizer e, consequentemente, de se escutar...
Então vai lá o meu agradecimento:
A Você, Bruno, que é parte de mim e que está tão presente em minha vida:
te agradeço por tudo que fez, mesmo que inconsciente, por mim. Por ter me introjetado o desejo de mudança, que no início foi por você, mas hoje sei que mantenho por mim.
Te agradeço por tanto amor e dedicação. Também te agradeço pelos momentos ruins, pois foram eles a mola propulsora para que a mudança acontecesse na tentativa (que ainda não sei se é vã, mas é válida) de resgatar nossos bons momentos. Obrigada por me ter na lembrança e por emanar as melhores energias por mim.
Obrigada por me repelir e por me atrair. Obrigada por todos os sentimentos contraditórios que sente e me faz sentir, pois eles me fazem refletir.
Obrigada por ser o meu Sol, e por tantas vezes por ter sido o meu Norte.
Te amo, sempre, desde sempre...

Feliz com os meus "processos"!

Terça, 10/06, foi dia de revisão com o psiquiatra... Mais revistas Caras, mais caras "estranhas"... Mas uma boa notícia: recebi alta parcial!!! Hoje tomo menos "bolinhas", que foi reduzida para apenas 01 por dia! (antes eram 9!!!) e ainda recebi um baita elogio...meu médico disse que estou mais "bonita"...rsss Fiquei feliz!
Feliz por dois motivos: primeiro por ter "me livrado" das "bolinhas", segundo (e tvz o mais importante) por estar de fato no caminho da cura.
Após uma longa discussão com o meu amado, me dei conta de algumas coisas... Percebi que qd entrei numas de fazer análise e ir ao psiquiatra fiz por ele, para tê-lo de volta, comigo(imendo equívoco, mas voilà)! Mas as coisas mudam, e que bom, hoje sinto que continuo o tratamento por mim, porque estou gostando das mudanças. Meu mundo está mais colorido, estou bem mais calma, bem mais centrada e sim, pela primeira vez estou sentindo PAZ!!!!
Estou vivendo coisas novas, que no início me causou espanto, mas hoje me sinto bem com esta nova "eu"...Sinto também que não é mais um dos meus processos catalépticos, percebo que as mudanças estão se fazendod e dentro para fora... Lógico que resta ainda uma boa parte de mim antiga...rsss O que seria de Débora se não fosse pelo seu famoso "mal humor matinal"??? Mas até isto está mais amenizado! Estou leve! Leve como pluma muito leve leve pousa...
Estou amando!!! A paixão vem cedendo cada vez mais, e dando lugar a um amor mais maduro, verdadeiro. Estou amando a mim! Me olho no espelho e não sinto mais vergonha do que vejo, me olho no espelho e sinto orgulho de mim, sinto orgulho por hoje conseguir expressar as coisas que sinto de forma mais clara e amena.
Não estou mais tão impulsiva, meus impulsos estão sendo controlados por uma vontade maior e bem melhor: a vontade e o desejo mais profundo de permanecer em paz comigo e com os outros que me rodeiam.
É isto! Estou feliz com os meus processos, feliz com os resultados e consciente de que ainda há uma longa estrada a ser percorrida... Mas hoje sei que estou no caminho certo!!!

terça-feira, maio 13, 2008

"Quando a boca cala, o corpo fala. Quando a boca fala, o corpo sara"

Sou adepta ao diálogo, que muitas vezes pode se transformar em monólogo. Mas sempre fui adepta a toda e qualquer forma de expressão que pudesse exteriorizar o que estou sentindo.Ontem fui ao psiquiatra, me senti um ET! Normal, estou em busca de tratamento, mas como toda pessoa que necessita de ajuda, nunca acho que o problema é tão sério quanto de fato é.Enfim, me senti estranha naquele local, onde a sala estava habitada por mais 10 pessoas, e destas 10, apenas duas, no máximo três, transpunham na sua fisionomia qualquer traço de "normalidade". Assustei!Assustei mais ainda quando entrei na sala do médico...o cara tinha uns tiques nervosos e durante a consulta ficou calado e de olhos fechados (????). Relatei o meu problema, ao qual ele ouviu atentamente e depois me receitou um coquetel de "bolinhas", mas assombro ainda... Tenho uma resistência incrível a fazer uso de medicações alopatas. Mas meu respeito pelo cidadão cresceu, ao perceber que no fundo ele é uma pessoa de bom coração e espírito (apesar que nestas horas prefiro que ele seja mesmo bom médico). Bom, mas isto quase nada tem a ver com título desta postagem.Durante as quase três longas horas de espera, me pegeui lendo os trocentos exemplares de Caras (blergh!) disponíveis no escaninho, até que chegou às minhas mãos um exemplar da revista Bons Fluídos do mês anterior. Uma edição especial, comemorativa aos oito anos de revista.A reportagem que mais me chamou atenção foi sobre o ato de escrever. Um psicólogo, que não recordo o nome, fez a citação que deu origem ao título deste post, uma escritora (que tb não lembro o nome, afff!) considerou o ato de escrever como mágico.De fato é, Buckland, em seu livro O Livro completo da Bruxaria, ed Gaia, afirma que a forma mais antiga de se praticar a magia é a escrita. Considerada pelos ocultista como magia simpática, as palavras não somente ditas, como escritas, têm poder de transformar a atmosfera ao seu redor, conforme a intensidade de energia empregada.Quantas pessoas no início do ano escreve ou cita aos quatro ventos a sua meta para o ano vindouro? Confesso que sou uma delas.O fato é que as palavras realmente têm poder. Uma palavra solta ao vento pode construir um mundo melhor, ou desfazer castelos.Este meu hábito de escrever começou muito cedo, tudo o que não podia falar aos outros, escrevia. Até que um belo dia escrevi o que queria da minha vida! Aos 15 anos, escrvei as minhas metas para o futuro. O que incluia uma graduação, bom emprego, família, filho... Me surpreendi quando, anos mais tarde (quase 15) reencontrei a agenda onde escrevi estes planos... Não é que as coisas aconteceram de acordo com o planejado? (salvo pequenas excessões). Eu nunca perdi a mania de escrever os meus objetivos, e intensifiquei quando percebi que isto dá resultados.Hoje, só quero uma coisa: me curar para poder oferecer àqueles que amo o melhor de mim.Não abandonarei o hábito de falar, seja através das escrita ou verbalmente, pois "quando a boca cala, o corpo fala. Quando a boca fala, o corpo sara"...

quarta-feira, maio 07, 2008

Para que serve o amor???

O texto abaixo entrou em minha vida cerca de um mês atrás, quando vivia uma grande crise no meu relacionamento e tentava ansiosamente a reconciliação breve (o que de fato ocorreu), mas infelizmente não foi dado o tempo necessário para que as reflexões surgissem. No afã da paixão, tornamo-nos cegos diante da realidade. Quando algo não vai bem, não se deve jamais "tapar o sol com a peneira", fazer de conta que tudo está lindo, quando na verdade, tudo está uma droga.
Com tudo isto, vivo afirmando que aprendi a seguir aminha intuição... bolchet! rsss Aprendi nada, se tivesse aprendido, teria crescido, não teria insistido no erro. E deixo claro, o erro em questão não foi a reconciliação, mas ter permanecido no mesmo padrão de comportamento, vivendo mais uma das inúmeras catalepsias.
Amo meu Sol, e não duvido do quanto ele me ama. Felizmente a vida está me dando outra oportunidade de aprender, desejo a mim mesma que desta vez eu de fato aprenda, cresça e evolua. Hoje não estamos mais juntos, mas a certeza é única: nosso amor é singular e verdadeiro.

E segue o texto...

De uma forma ou de outra, causando alegria ou tristeza, o amor faz parte da história de vida de qualquer ser humano. Então, por que será que ainda causa tanta ansiedade, dúvidas, sofrimento? Obviamente, causa também satisfação, realização e felicidade, mas parece que, ao dar tudo certo, uma frase teima em gritar na nossa mente: “tudo o que é bom dura pouco!”
Será? Será mesmo que precisamos passar a vida toda temendo o fim de um grande amor? Ou talvez, precisamos aceitar a idéia de que o amor não é para todos? Que para encontrar e viver um amor de verdade precisamos ser dotados de sorte ou de algum tipo de poder mágico de encantamento?Sinceramente, acredito que o amor é para todos. Porém, a questão é: mesmo sendo o amor para todos, nem todos são para o amor!!! Como saber? Você é? Eu sou? O que fazer para ser? Felizmente, a escolha é de cada um. A decisão de ser e estar para o amor só depende de nossas atitudes, de nossas crenças internas, de nossa consciência e disponibilidade para se entregar a esse sentimento e aceitar os desafios que chegam com ele.
Creio que o primeiro e maior desafio referente às relações amorosas seja pararmos de acreditar que o amor é um conto de fadas, como se bastasse encontrar um príncipe ou princesa para que ele aconteça sozinho, para que os sentimentos bons cresçam e se mantenham sem que nada precisemos fazer.Porque baseados nessa crença investimos nosso tempo e nossa energia aprendendo truques de sedução, diversas maneiras “eficazes” e “infalíveis” de conquistar quem quer que seja... Apostamos demasiadamente em nossa aparência e justificamos tanto nossos ganhos quanto nossas perdas a partir do que enxergamos diante do espelho.
Muitas vezes nos tornamos reféns de roupas, cabelos, maquiagem, moda, sapatos, cores, caras e bocas para, enfim, nos tornarmos aptos a viver um grande amor. No entanto, isso é uma grande besteira. Ou melhor, a aparência tem sua importância, é verdade, mas tão ínfima e tão efêmera, tão passageira que não tem força nem consistência para fazer nascer e crescer um amor verdadeiro...O amor está além da casca e se alimenta de consistência, de algo que melhore com os anos, que se torne mais forte à medida que faz 10, 30, 50 anos. E convenhamos: a maioria de nós, reles mortais, tende a obedecer à lei da gravidade a cada ano. A pele enruga e fica flácida, o corpo perde a agilidade e a juventude, o raciocínio fica mais lento e as rugas se tornam cada vez mais evidentes... E ainda assim, o amor pode crescer a cada dia, pode se superar e evoluir, fazendo seus praticantes ainda mais felizes do que no início, quando a pressa e o medo de não viver tudo o que podiam fazia com que não percebessem a paz e a felicidade que pequenos gestos podem trazer à nossa vida.É difícil acreditar nisso quando ainda somos jovens e nosso maior objetivo é ao menos encontrar alguém com quem possamos usufruir toda a paixão que pulsa em nós. Mas precisamos compreender o papel do amor em nossas vidas, para somente então nos disponibilizarmos realmente.Enquanto acreditarmos que os relacionamentos têm a função de nos satisfazer em todos os sentidos, como se fosse uma espécie de “servo” que chega para acabar com nossas frustrações e solidão, ficaremos pulando de promessa em promessa, de casamento em casamento, nos sentindo cada vez mais vazios, mais infelizes.Precisamos admitir que as derrotas que sofremos são conseqüências de nossas próprias atitudes, de nossas próprias escolhas. Somente quando entendemos que somos responsáveis por nossa felicidade que podemos mudar, buscar novas alternativas, novas possibilidades e novas maneiras de viver.
Todos nós erramos, mas a vitória está depois do erro. Não importa quantas vezes caímos, mas quantas vezes levantamos. Porque a vitória está exatamente na vez em que levantamos; nunca na vez em que caímos!E quando aplicamos essa teoria nos relacionamentos amorosos, não podemos considerar cada dificuldade como um sinal de que é hora de desistir, de acabar tudo e procurar outra pessoa. Senão, passaremos nossa vida inteira em busca de alguém que nunca nos desaponte, nunca cometa nenhum erro ou nunca nos faça sofrer. Amor não é isso. Em algum momento desapontaremos a pessoa amada, mas são nesses momentos que nossas reações mais contam para nossa vitória ou nosso fracasso. Ou seja, a função do amor é nos mostrar que o relacionamento entre duas pessoas é passível de dor e enganos e que isso acontece justamente para que possamos refletir sobre nossa participação na dor e no engano.Sim, porque não há um culpado e um inocente. Não há um carrasco e uma vítima.
Quando duas pessoas resolvem compartilhar suas vidas, fazem isso baseadas em semelhanças, ideais e afinidades. Enfim, não somos ímãs, somos pessoas; portanto, no amor não vale a máxima “os opostos se atraem”, mas sempre “os semelhantes se atraem”.Sendo assim, no momento em que algo não vai bem na relação, a função do amor é levar-nos ao seguinte questionamento: por que escolhi essa pessoa? Certamente tenho algo a aprender com ela. E se ela é semelhante a mim, o que há em mim que atraiu alguém como essa pessoa?
Se você tiver coragem de se fazer essas perguntas e, principalmente, de dedicar um precioso tempo de sua existência em busca das respostas, você poderá chegar a duas conclusões: ou essa pessoa é sua mestra e, a despeito de todas as dificuldades, você saberá que poderá evoluir. Ou essa pessoa entrou em sua vida para lhe mostrar que algo dentro de você tem de mudar muito, para que você possa atrair a pessoa certa.Resumindo: a pessoa certa pode nos ensinar a enxergar os nossos próprios erros e a mudar, a melhorar. E a pessoa errada pode nos ensinar que temos de mudar nossos conceitos internos sobre amor, casamento e relacionamento, a fim de que possamos atrair a pessoa certa. Mas independentemente de ser a pessoa certa ou a pessoa errada, pode ter certeza de que todo o aprendizado será iniciado a partir de uma dificuldade, de uma crise, de uma decepção, de um erro, enfim, de algo que incomoda, que nos faz questionar, avaliar, analisar e refletir.
Não há como crescer na perfeição, porque o que é perfeito não precisa ser mudado! E como somos imperfeitos e como nossa missão aqui na Terra é evoluir, foi nos dado o amor. Eis a sua função, eis o seu papel na vida de homens e mulheres.


Texto de Rosana Braga, extraído do site: http://www.somostodosum.com.br

terça-feira, maio 06, 2008

Extinguiram o coração????

Se extinguiram o coração?!? Apenas fazem de conta que ele não mais está. Mas o músculo cardíaco involuntário pulsante continua sendo - nos entremeios, nos arredores, nas entrelinhas.- NÃO GOVERNA NADA, E SE APOSSA DE TUDO!

Acumula sensações para no final de tudo dizer que viveu isto ou aquilo...anulando ou recomeçando paixões...nomeando de amor tudo que vê pela frente e que faz a pessoa se sentir melhor, mais viva... Acho que renomearam o coração, e toda vez que descubro seu nome, é renomeado novamente, numa sucessão de "vais e vens".

E assim vou seguindo, vivendo o eterno ciclo de borboletas no estômago, ataques apopléticos, unhas roídas, devaneios insólitos em noites quase sempre enluaradas, rumo ao novo, ao desconhecido (?)...

Eita vidinha mais ou menos...

segunda-feira, abril 07, 2008

Eu giro o mundo e o Sol me bronzeia...


Me beija, me aperta e me tem...
Mais que tudo, menos que a mim mesma...
Meu infinito particular, pedaço de mim, extensão de "eu mesma"...

quarta-feira, abril 02, 2008

***

"Tu és divina e graciosa, estátua majestosa do amor, por Deus esculturada..."



Resolvi começar assim, uma homenagem a mim mesma (modesta que só!), mas é assim que me sinto neste momento... Uma bela escultura, talhada pelas mãos hábeis de algum Deus do Olimpo (ou do Éden), quiçá a própria Vênus.

Minha alma está flutuante e leve, como há muito não sinto. Ainda perdida em pensamentos e reflexões, mas consciente de que estou me tornando uma pessoa melhor.

Ontem bateu saudade... de mim mesma, de quem sou de verdade...Mas, vamos lá! Step by Step (like New Kids on the Block...rss), retomando meu pedaço, resgatando a mim mesma. Afinal "Eu Sou a Deusa, Eu Sou a Bruxa!"

Asé!

sábado, março 22, 2008

***

Mais difícil do que enfrentar o mundo lá fora é enfrentar a sua Sombra.
Enfrentar seus medos, suas fraquezas, seu "pior" lado requer coragem, mas acima de tudo sabedoria.
Enfrentar a tua sombra é um exercício diário de auto-conhecimento, uma luta incessante contra vícios mais diversos. É ser obrigado a encarar de frente o quão fraco e inúteis parecemos ser ao insistirmos em determinados padrões comportamentais.
Nestas idas e vindas, construimos verdadeiros "cavalos de batalha", e raramente nos damos conta de que "nem tudo é o que parece"...
Encarar esta realidade com a mesma serenidade que por vezes desponta, torna este duelo mais fácil... No fim, percebemos que nunca chegaremos ao conhecimento total, mas com toda certeza, reconheceremos que temos limites que precisam ser respeitados.